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O que? Mercado de opções? Como assim?

Calma, o título do texto é esse mesmo! Continue lendo para entender.

Assim como investimos em ações, também é possível aplicar em opções e esses dois universos estão intimamente ligados. Mas o que é isso e como funciona esse mercado?

Investir em opções significa ter um contrato com o direito de comprar ou vender um ativo (ações, moedas etc.) ou mercadorias (café, soja, milho etc.) a um determinado preço em uma data futura também pré-determinada.

As opções costumam ser utilizadas, por exemplo, por investidores que aplicam em ações como uma forma de proteger os papéis contra possíveis perdas por conta da volatilidade do mercado de renda variável.

Como funciona uma opção?

Para entender o que são opções, vamos compará-la com o sistema de seguro de automóvel.
Funciona assim: você contrata o serviço por um determinado valor. Se acontecer de bater o carro, é só acioná-lo. Acontece que, para utilizar esse benefício, é preciso pagar a franquia do automóvel. Ou seja, quando contrata o seguro, na verdade você está contratando o direito de utilizá-lo ou não. A escolha é totalmente sua.

A opção funciona da mesma forma: o comprador (ou titular) tem o “direito do exercício”, isto é, de efetivamente realizar a compra de um ativo. Mas isso não significa que ele tem a obrigação de exercer esse direito.
Já o vendedor da opção, conhecido como lançador (que no nosso exemplo seria a seguradora), tem a obrigação de vender o ativo caso o titular escolha exercer seu direito, ou seja, comprar o ativo (ou consertar seu carro).
Entendeu a comparação?


Agora ficou fácil entender o que é o mercado de opções.
Na compra da opção, é pago um prêmio, que não é o preço do ativo, mas sim um valor para ter a possibilidade de efetivar a operação no prazo estipulado, ou seja, o pagamento do seu seguro. Em resumo, é o valor pago pelo titular para adquirir o direito de comprar ou vender o ativo pelo preço de exercício em data futura.

Quando bate o carro, é hora de ver se compensa usar o seguro ou se fica mais em conta pagar à parte. Se o conserto para arrumar a batida ficou em R$ 1.000,00 e a franquia do seu seguro é R$ 1.600,00, não compensa utilizar a franquia. É mais barato pagar à parte, sem envolver o seguro. Mas se o conserto custar R$ 2.200,00, aí sim vale a pena acioná-lo.

No mundo das opções, é bem parecido. Vamos supor que as ações da empresa XYZ estejam cotadas a R$ 25. Você até pensa em comprar os papéis, mas só vai ter esse dinheiro daqui dois meses, e acha que essas ações vão se valorizar ao longo desse período. Então decide comprar as opções desse papel.

Caso você adquira por R$ 3 o direito de exercer a compra dos papéis a R$ 25, ao final dos dois meses alguns cenários são possíveis. Um deles é o papel se valorizar e chegar a R$ 30, por exemplo, e você terá o direito de comprá-los por R$ 25 (ou seja, a cotação no dia em que a opção foi adquirida). Nesse caso, o lucro será de R$ 2 por ação, já que devemos descontar o preço gasto para investir nas opções (R$ 3). Ou seja, compensa exercer o seu direito de compra.

Num segundo cenário, em que os papéis da empresa XYZ atinjam R$ 28 no vencimento da opção, você pode exercer o direito de compra e, como investiu R$ 3, não terá prejuízo. Já se as ações caíram para R$ 21, não faz muito sentido exercer o direito de compra, certo? Afinal, os papéis estariam abaixo da cotação inicial. A única perda, nesse último cenário, será de R$ 3, aquele valor que você gastou para investir nas opções.

Isso também pode acontecer ao contrário: você pode ser o vendedor das opções, exercendo o direito de venda de seus papéis quando achar conveniente.

Negociação em bolsa

Assim como ações, as opções são negociadas diretamente na B3 e podem ser pesquisadas como outros ativos, a partir dos códigos que as identificam no mercado. Um código de opções possui cinco letras e um numeral – diferentemente dos papéis das empresas na bolsa, que têm quatro letras e um número que indica se é uma ação ordinária (ON) ou preferencial (PN).

Opções de ações preferenciais (PN) da Petrobras (PETRT6 é um exemplo) vêm com uma quinta letra que sinaliza se estamos falando de uma opção de compra ou de venda e qual o mês de vencimento.

Riscos

A volatilidade do mercado é um dos principais riscos do investimento em opções. Isso porque elas estão associadas a ativos mais arriscados como moedas, ações, commodities (matéria-prima em grande escala como café, petróleo, carne). Outro risco é a liquidez, ou seja, a facilidade de resgatar o dinheiro aplicado. Na prática, caso você compre um contrato de uma opção com baixa liquidez, pode ser obrigado a vendê-lo com deságio (abaixo do preço do mercado) e, assim, abrirá mão de parte do lucro.

 Custos e tributação

Assim como ao investir em ações, há custos para aplicar em opções. Entre eles, a taxa de corretagem, cobrada pela corretora de valores. Também há a taxa de custódia pelo serviço de guarda da aplicação. Esses percentuais variam conforme a instituição. Nas operações ainda incidem emolumentos, como são chamadas as taxas cobradas pela B3 para cada operação de compra e venda de ativos.

As opções têm incidência de IR (Imposto de Renda) de 15% sobre o rendimento líquido e de 20% para operações de “day trade”, quando compra e venda acontecem no mesmo dia.

Ao contrário do investimento em ações, que isenta de IR ganhos de capital abaixo de R$ 20 mil num único mês, com as opções o investidor não tem esse benefício tributário.

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